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terça-feira, 1 de maio de 2018

Site novo

Queridos e queridas amigas, com alegria comunico que agora tenho um site com muitas novas informações. O Blog permanecerá ativado somente para acessar antigos textos escritos. Convido-os a visitarem o site www.sheilaantonygestalt.com para conhecerem meu mais novo livro "Criança Hiperativa & Gestalt-Terapia", lançado em 26.04.2018. Aproveitem a leitura!

domingo, 31 de janeiro de 2016

Gestalt in Brazil

Com muita alegria apresento aos amigos e amigas Psi texto que foi incluso no site da Revista "British Gestalt Journal", no qual relato a história da Gestalt no Brasil e descrevo o trabalho que realizo aqui em Brasília-Brasil. Isso tudo se deu em razão de eu ter enviado meu livro em inglês "Taking care of children: theory and art" (Cuidando de crianças: teoria e arte, publicado em português), editado pela JURUÁ, a esse Instituto, o qual considerou de grande importância para a comunidade gestáltica internacional. 

Dear Sheila,
I am very happy to inform you that we have now published the feature on you on our website.
Many thanks for all of the time you spent answering our questions. Your descriptions on the emergence of Gestalt in Brazil and how this influenced your own career is fascinating. I'm sure viewers of our website will really enjoy hearing your perspective. 

Many thanks,
Best wishes,

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A clínica gestáltica com adolescentes

As psicopatologias reinantes denunciam o modo adoecido de viver de uma sociedade e da humanidade. O transtorno de conduta é fundamentalmente oriundo de disfunções relacionais no campo indivíduo/ambiente, que prepondera sobre as predisposições genéticas. O adolescente com transtorno de conduta apresenta sérias dificuldades em fazer contato consigo e com o outro. Evita conectar-se com sentimentos e experiências que expõe a sua vulnerabilidade e fragilidade. Vê o outro como ameaçador e desprezível, de forma que vai perdendo a capacidade de empatizar e de mostrar-se sensível.  A conduta desse adolescente pretende desafiar as leis, ele age com a intenção consciente de inverter a ordem social, a vida de seus semelhantes, de destruir vínculos e a autoestima alheia. Os relacionamentos com adultos detentores de autoridade tendem a discórdia, hostilidade e ressentimento, uma vez que a figura paterna não é modelo de respeito e admiração. Esse adolescente, em sua maioria, apresenta um pobre rendimento acadêmico (alguns tem muitas reprovações) devido a um desinteresse com as questões acadêmicas da escola, como forma de negar ser cooperativo com o outro e a sociedade. Observa-se um frágil vínculo afetivo entre o adolescente e os seus familiares, que é facilmente posto a prova, quando age infringindo normas da casa, desobedecendo aos pais, instituindo as próprias regras e valoresAge sob os efeitos de um eu todo poderoso que busca dominar, tomar posse do outro e, acima de tudo, prima por ocultar um autoconceito depreciativo, uma carência afetiva, sentimentos de insegurança e de rejeição que marcaram a sua vida familiar na infância. O transtorno de conduta é uma patologia da ausência de ética, da falta de valores morais no indivíduo cujo cerne é a inexistencia do sentimento empático com o outro humano.


Do capitulo "O adolescente com transtorno de conduta: a carencia por trás da violencia", do livro A clinica gestáltica com adolescentes: caminhos clinicos e institucionais, publicado pela Ed. Summus, em 2013.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cuidando de crianças: teoria e arte em Gestalt-terapia

Esse livro trata da complexidade do processo psicoterapêutico que abrange o encontro de subjetividades – a do terapeuta e da criança. Pretendo apresentar a metodologia gestáltica que fundamenta o uso de técnicas e recursos terapêuticos (argila, fantoches, caixa de areia) que podem ser utilizados no contexto clínico com crianças (e adolescentes), tendo como principal instrumento a presença consciente do terapeuta. Ainda desejo ressaltar a Gestalt como uma terapia criativa por ver a criança como um todo a ser desvelado, por investir na exploração dos seus dons e qualidades, por incentivar o terapeuta a mostrar-se em sua pessoalidade única e trazer toda sua experiência de vida e potencial humano para dentro do cenário terapêutico, com total permissão para criar oportunidades e inventar experimentos, atividades, materiais que levem a criança a um processo integrador de crescimento. Neste livro, há um capitulo dedicado ao brincar como sendo constitutivo da subjetividade da criança. Através do brincar a criança experimenta-se, aprende a conhecer o seu corpo, a fazer representações das coisas, dos objetos e do mundo exterior, a pensar sobre o eu, a comunicar-se e a estabelecer contatos sociais. 

Este livro foi publicado pela Editora Jurua, em 2012.

A clínica gestáltica com crianças

A Gestalt-Terapia é considerada uma terapia centrada no processo por ser baseada no método fenomenológico que é orientado para o que, o como e o para que do comportamento (saudável e não saudável) manifestado no aqui-agora da situação terapêutica. Com esta concepção, o terapeuta ocupa-se mais com o funcionamento e a dinâmica da criança, observando o modo como expressa suas idéias, pensamentos, sentimentos e interage em seus diversos campos existenciais, ao invés de procurar as causas da formação dos comportamentos problemáticos. É, portanto, uma abordagem mais compreensiva do que explicativa uma vez que sua metodologia é a observação e a descrição do fenômeno vivido na experiência. A criança em terapia solicita contato, presença consciente para facilitar a conexão com emoções e idéias temidas, que impedem o desenvolvimento pleno de sua personalidade. A terapia é uma dança, ora a criança conduz, ora o terapeuta conduz. O caminho terapêutico, acima de tudo, visa incentivar a criança rumo à independência, à individuação, à auto-regulação espontânea do seu organismo, à realização de seu potencial humano, a fim de honrar tudo aquilo que é e pode vir a ser.

Do capitulo "Um caminho terapeutico na clinica gestáltica com crianças", do livro A clinica gestáltica com crianças: caminhos de crescimento", publicado pela Ed. Summus, em 2010.